quarta-feira, setembro 22, 2004

O Exorcista


Quero dividir esta com vocês. O filme "O Exorcista" em uma versão de 30 segundos, performado por um bando de coelhinhos. Ligue o som, e divirta-se:

http://www.angryalien.com/0204/exorcistbunnies.html

Tem que ter um humor muito macabro para ter uma idéia dessas, de fazer esses videos com inocentes coelhinhos. Adorei as vozinhas (principalmente eles cantando no final) e o humor macabro.

Este video se enquadra como material las decaidras, afinal, é o exorcista! com direito a cabeça virando 360 graus, vômito, possessão, etc. risos... E para quem assistir e gostar e quiser ver os outros, ponho o link aqui para eles também: Titanic, O Iluminado, Tubarão, e Alien.

domingo, setembro 19, 2004

vanguarda

Alguém, brasileiro é claro, finalmente se deu conta de que essa porra de orkut não tava servindo para nada e resolveu deixar a coisa útil. Sexkut.

sábado, setembro 11, 2004

A arte de Jean Marc Rulier

Eis a vampira dos lábios rubros sangrentos. Divina, não?
Imortalizada pelo artista Jean Marc Rulier, cuja webpage pode ser vista aqui:
http://www.tendreams.org/rulier.htm
e aqui: http://www.renderosity.com

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Dêem uma olhada nas páginas. A arte dele é deliciosamente macabra e belíssima.

quarta-feira, setembro 08, 2004

galeria

memento mori
deliciosamente mórbido

terça-feira, setembro 07, 2004

Vidro, fogo e sangue

Ele chega ao prédio da universidade; I must retrieve something I left there a long time ago. Dentro do elevador cujos botões ele não ousa tocar pois algo escorre pela parede, ouve a linda garota loira dizer a ele:
- Leu o jornal hoje? Todas as janelas do prédio foram quebradas a machadadas. Todas!
Ele entende o que ela diz. But I didn’t notice anything when I came in!
A porta abre-se no oitavo andar. Sempre o oitavo andar. O corredor está escuro, as paredes queimadas e pichadas, todas as janelas quebradas! Um grupo de jovens está fumando e conversando alegremente pelas salas, e todos eles segurando machados.
But when did this happen!
Ele desce pela rampa, passa pelo homem negro que o indaga a respeito da moça loira, sua amiga. I haven’t seen her anymore, she must be upstairs.
Ele chega ao segundo andar and there is a party going on. I cannot understand a thing!

Uma mesa longa no centro do corridor. My friend Reetta is there! Ela olha para mim e me dá uma coxinha de galinha, a qual tenho que segurar na outra mão pois na mão direita seguro um objeto muito longo, grosso e pontiagudo, o qual não consigo ver ainda. Reetta está se casando, esta é a festa de casamento. But Reetta married years ago! Não tenho mais certeza quem eu sou; sou eu ou ele? A mesa está decorada com coisas feitas de papel: a toalha, copos, pratos, garfos, flores, e longas fitas de papel higiênico. Por que estou sentado na cabeceira da mesa?? Why am I here?

E ao mesmo tempo as janelas quebradas, paredes queimadas, o cheiro de incêndio apagado. Um aspecto fúnebre a isso tudo! Em contraste, a mesa branca, tudo branco, as pessoas com cara de papel.

A comida chega. What is this, I ask. Eles contam a ele, a mim, que se trata de peixe, e peixe, e também peixe. Peixe? Salmonella comes to mind, but am I being fatalistic? Ele diz a todos que não pode comer nada porque ele já tem esta cenoura. I look at my hand: it’s a carrot. Uma cenoura absolutamente gigantesca, e afiada como uma estaca. I lick the carrot all over. Ele explica que quando ele estiver sozinho ele irá inserir aquele objeto em certo orifício de seu corpo cujo objetivo não é “nem ver nem dar a luz”. My beautiful vampire friend with her red lips and big breasts comes closer and kisses me, saying: Uma vez eu morri assim! Nós vampiros morremos assim, uma estaca enfiada no… She seems confused, she can’t remember. I can’t remember either!

Quando a comida chega eu sei que não é peixe. Tenho medo de perguntar o que é. One person is missing!

Eu corro pelas ruas escuras, galhos secos arranham-me o rosto, atravesso o cemitério e entro em um quarto no meio do nada, only the vampire and I! She licks the carrot and shows me how she has died, and I want to die too.

Está chovendo cacos de vidro. The voices of the vampires are mixed with the sounds of the rain. There is never an end to this. Eu sei, responde ela, beijando-o com um caco de vidro entre os lábios sangrentos. Never an end to this...

por Laudanum Nociva
baseado em um sonho

quarta-feira, setembro 01, 2004

A Aranha Andrógina de Helsinki


O ônibus está para partir quando olho pela janela e eu vejo... Criatura muito alta de compleição pálida, corpo esguio, pernas longas e muito finas como o de uma aranha que movimenta-se vagarosamente pelos fios de sua teia equilibrando seu corpo lá em cima, tal qual um tripô de apoio à uma câmera. Pernas finas e longas. Sim, como uma aranha. Desliza com a suavidade de um inseto, algo que se esgueiraria pela penumbra da noite deixando uma sombra longa e pavorosa para os poucos que porventura lhe deitassem os olhos! O casaco preto oculta seu corpo delgado. Cabelos castanho-avermelhados. Vira a cabeça para o lado e um calafrio percorre-me a espinha. É simplesmente sinistra a maneira como se move, a vagarosidade dos movimentos bem calculados. É como uma dança. Algo macabro. Segue em frente e de repente é como se a rua e tudo ao seu redor houvessem desaparecido e como fundo existisse apenas uma luz muito, muito forte, como a luz que seria causada pela explosão de uma bomba atômica. A luz intensa vem por trás do ser esguio e seu corpo fino e comprido torna-se apenas um fio, uma linha negra provida de braços e pernas ou talvez apenas filamentos ou algo sugerindo membros, apenas essa linha negra visível por entre os raios fortes dessa luz que nos cega. E sinistra, a criatura continua seguindo em frente, só que o tempo parece ter parado para mim e eu a vejo em câmera lenta. Pele e osso, a figura esguia, a cabeça equilibrando-se no topo do corpo esquálido. Duas chamas projetam-se das cavidades oculares em seu crâneo. Vermelhas como o cabelo. Ou talvez seja um efeito da luz atômica, a luz que por um momento pareceu engolir a cidade e todas as pessoas a seu redor, exceto por ela, a figura bizarra e esguia, a aranha noturna transportada para as seis horas da tarde em pleno centro de Helsinki. Não consigo parar de olhar. Sigo seus movimentos com meus olhos, como que hipnotizada, horrorizada, apavorada e fascinada. Não sei se é um homem ou uma mulher, ou quem saiba um silfo andrógino, um espírito bondozo ou maligno das florestas. Mais alto do que todos os outros que por ele passam, o ser segue em frente, não podendo ocultar seu mistério disconcertante do mundo que o cerca.