sexta-feira, fevereiro 25, 2005

E o prêmio LAS de decadência suprema vai para...

1) Henri Tragne de Marseilles, na França, participou de 5 duelos dois-a-dois entre os anos de 1861 e 1878. Nos quatro primeiros duelos os oponentes cairam mortos antes mesmo do primeiro tiro. Na quinta vez o próprio Tragne morreu – ele também antes do primeiro tiro.
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2) Quando Maria del Pozzo della Cisterna casou-se com o duque de D’Aosta Amadeo, filho do rei da Itália, em Torino no dia 30 de maio de 1867, a circunstância foi cercada de várias tragédias todas ocorridas no mesmo dia:
  • A costureira de Maria del Pozzo se enforcou
  • Um guardião dos portões do palácio cortou as jugulares
  • O coronel que liderava a parada do casamento desmaiou devido a insolação
  • O trem no qual o casal partiu em lua de mel atropelou o chefe da estação, esmagando-o
  • O ajudante-de-ordens do rei caiu do cavalo e morreu
  • O padrinho do noivo se suicidou com um tiro
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3) No ano de 1883 no Texas, Henry Ziegland traiu a sua companheira, a qual se matou por causa disso. O irmão dela quis vingança nem que esta fosse a última coisa que ele fizesse na vida. Ele tentou atirar em Ziegland, mas a bala apenas passou de raspão pelo rosto deste e foi parar em uma árvore. Acreditanto tê-lo matado, o irmão tirou então a própria vida (ele teria de qualquer forma sido condenado à morte pelo homicídio). Porém, Ziegland sobreviveu.
No ano de 1913 Ziegland estava no mesmo local do ocorrido e estava tentando cortar a árvore. A tarefa provou-se difícil, e então ele resolveu livrar-se da árvore usando dinamite. A explosão foi tão forte que lascas da árvore saíram voando violentamente, e com elas a mesma bala com a qual o irmão da sua companheira havia tentado matá-lo. E desta vez, a bala acertou em cheio a cabeça de Ziegland, que morreu instantaneamente...

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Novas informações sobre o caso Carvalho

Saudações, jovens carcaças putrefeitas e solitárias.

Novas informações surgiram a respeito do envenenamento da família Carvalho ja debatido aqui, no espaço Las Decaidras. Primeiro, foram encontradas na casa da família algumas apólices de seguro, beneficiando as filhas e a mãe, no valor de 700 mil reais. Ja me parece ser um bom motivo para alguém assassinar toda a família. Em segundo, o doce de chocolate - feito pela filha mais nova (a sobrevivente) e servida pelo pai à família, não estava envenenado. Em terceiro, a menina havia ficado 20 dias trancada no proprio quarto a mando do pai, não podendo nem mesmo ir a escola. Isso porque havia fugido de casa certa ocasião. E pra finalizar, mas não menos importante: A menina fugiu! Trancou o quarto e saiu pela janela na tarde de segunda-feira. Até agora ninguém sabe do paradeiro da moça, e a avó diz que ela devia estar assustada com tamanha confusão. Ah! a avó paterna da menina morreu esses dias também, mas foi de ataque cardíaco.

E aí, alguma especulação dos asseclas ?

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

A realidade, ao avesso

Este texto eu traduzi da introdução do livro LIFETIDE (Lyall Watson, 1979), um livro sobre ciência, natureza, evolução, o sobrenatural e o natural. É um livro muito interessante que nos faz pensar e questionar a realidade em que vivemos, e a maneira como interpretamos a realidade. Altamente recomendável.

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“A temporada e os jogos de tênis terminaram, mas o jogo havia apenas começado. E quando começou, quando a menina Claudia de 5 anos de idade inventou algo completamente único, ao invés de dirigir o assunto a um padre, o pai dela escreveu diretamente a mim numa mistura de orgulho e pânico que eu achei impossível ignorar.

A família mora em um apartamento de 3 quartos e teto alto, com pouca mobília mas perfumado com o aroma de boa comida. Comendo um prato de peixe e polenta eu tive a chance de observar Claudia, e ela teve tempo para se acostumar comigo. Ela era pequena até mesmo para sua idade, estranhamente quieta para uma criança. Quando suas mãozinhas não estavam ocupadas fazendo algo necessário, então ela as repousava no seu colo ou na mesa. Ela parecia viver através dos seus olhos, que eram enormes, pretos e perturbadoramente sábios. Eles me analisavam, me dissecavam, me estudavam minuciosamente, e depois se voltavam para si, para coisas que realmente importassem.

Depois do jantar eu e o seu pai nos sentamos e conversamos enquanto Claudia folheava uma revista. Então, muito casualmente, o pai abriu um tubo de bolas de tênis que estava numa mesa de canto e rolou uma bola pelo tapete tal que a bola foi parar exatamente sobre a figura que a menina estava examinando. Ela o olhou com um dos seus olhares desconcertantes, deixou a revista de lado e voltou sua atenção à bola de tênis. Ela a segurou de encontro à sua bochecha, afetuosamente, e então balançou a bola na sua mão esquerda enquanto ela a agradava gentilmente com a mão direita como se fosse um animalzinho peludo, um ratinho a ser acordado de sua hibernação. Era uma cena bonitinha, mas não tive tempo de apreciá-la por muito tempo, e fui trazido bruscamente ao presente em terrível incompreensão, quando o ratinho quebrou todas as regras e respondeu.

Em um dado momento, havia uma bola de tênis – a esfera branca e familiar, acarpetada e marcada apenas pelas linhas normais tal como qualquer bola de tênis. E de repente, não havia mais. Houve um som baixo, implosivo, como uma rolha sendo retirada no escuro, e então Claudia segurava na sua mão algo completamente diferente. Um globo liso, escuro e borrachoso com apenas uma sugestão da textura em sua superfície – um tipo de impressão negativa “do-outro-lado-do-espelho”, de uma bola de tênis.

Claudia não parecia surpresa, talvez um pouco satisfeita, enquanto ela dava a bola transformada ao pai, o qual então a deu a mim. Eu não tinha certeza se eu queria ter nada com isso, até que eu percebi o que era aquilo. Era algo que eu jamais havia visto antes, mas que eu reconheci de imediato apesar do ponto de vista nada familiar. Não era uma bola de tênis “careca”, de alguma forma desprovida de seus pelos, mas sim uma bola de tênis invertida, virada de dentro para fora, porém ainda contendo no seu interior um bom volume de ar comprimido sob pressão. Eu a apertei. Eu a joguei no chão e ela saltou de volta. Peguei então uma faca da mesa de jantar e, com um pouco de dificuldade, perfurei a borracha e deixei o ar escapar de dentro. Então eu cortei a bola de lado a lado, e então vi: do lado de dentro, onde não deveria estar, estava a superfície externa da bola com os pelos.

Durante aquela noite, com um pouco de relutância, Claudia fez a mesma coisa novamente, e eu pude levar como um talismã para o hotel uma bola de tênis invertida. Por dois dias deixei a bola sobre a lareira, imóvel porém rindo de mim. Uma esfera, o símbolo clássico de totalidade e ordem, a própria forma da alma, porém transformada pela criança e transfigurada pelo conhecimento de que a ordem havia sido interferida, e de que nada é realmente o que aparenta ser.

Isso ainda me perturba. Eu conheço o suficiente sobre física para saber que não se pode virar uma esfera intacta do lado avesso como uma luva. Não nesta realidade.

Há um ramo da geometria chamado topologia, o qual lida com o modo em que figuras são conectadas, ao invés da sua forma e tamanho. Preocupa-se com os fatores que permanecem não-mudados quando um objeto é submetido a uma deformação contínua ao serem dobrados, esticados ou torcidos. E em análise topológica é possível imaginar uma esfera matemática feita de um conjunto de pontos, que pode ser invertida empurrando-se um lado da bola através do outro. Mas mesmo em tal exercício teórico, se obedecermos a regra básica que a deformação deve ser produzida sem quebrar ou rasgar o material da bola, ainda assim haveria uma ruga em uma superfície da bola.

[...] A maior dificuldade que o método científico nos dá é a presunção implícita de que observadores são externos e independentes dos objetos aos quais dirigem sua atenção. Há boa razão para duvidar de que isso seja realmente verdade. Física quântica é bem clara quanto ao assunto. Querer algo, segundo ela, inevitavelmente transforma a coisa que queremos. Para provar que a bola de tênis realmente foi invertida, você teria que cortá-la e assim destruir sua própria natureza. Então tudo o que lhe restaria seriam duas metades que rapidamente se reverteriam para a conformidade esperada delas; para aquela descrição da realidade que a maioria de nós aprendeu a aceitar como verdade absoluta.”

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LIFETIDE, Lyall Watson, 1979

domingo, fevereiro 20, 2005

as horas

O que você fez com a hora que ganhou com o fim do horário de verão ?

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

Estalactites Noturnas



Deixo aqui esta foto sinistra tirada no dia 9 de fevereiro no meu quintal. Omitirei os detalhes, assim deixando-a mais sinistra. Essas estalactites me fazem pensar nas garras do vampiro do filme Nosferatum.

Um beijo venenoso e um arranhão com garras afiadas atrás do seu indefeso e frágil pescoço,
da sua amiga e desafeta
Nociva

terça-feira, fevereiro 15, 2005

O fantasma de Peterhouse

Peterhouse, uma das faculdades mais antigas das faculdades Cambridge, está planejando um exorcismo para livrar-se de um fantasma que vem assumbrando o local há algum tempo. O fantasma é, segundo alguns, o espírito de um tesoureiro de 60 anos que se matou no século 18, e foi visto pela última vez duas semanas atrás, desde sua última aparição na primavera do ano passado. Alguns funcionários do local estão tão apavorados que se recusam a entrar na sala em que o fantasma foi visto. Dois mordomos afirmam terem visto o fantasma atravessando a sala lentamente até desaparecer no mesmo local onde o corpo do tesoureiro havia sido encontrado.

O exorcista indicado pela diocese afirma que a única maneira de banir o fantasma é executar uma missa fúnebre com requiém no local em presença de todos os funcionários. O reitor Dr Graham Ward está disposto a tomar estas medidas ou o que for necessário para retornar a vida da instituição de volta ao normal. Porém alguns funcionários e cientistas se recusam a participar por não acreditarem em fantasmas.

Dois exorcismos já foram executados na faculdade. No século 18 um fenômeno de poltergeist foi banido do quarto de um estudante, e mais recentemente, um decano realizou uma cerimônia por causa da aparição de uma presença escura em um canto do pátio velho próximo ao cemitério adjacente.

Fonte: BBC news

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

O envenenamento da família Carvalho

Dos ambientes não recomendados em que habito, das más companhias com as quais me cerco, dos becos sujos em que trabalho, venho destacar alguns fatos intrigantes. Um mistério que desperta nossa curiosidade pela riqueza de pequenos detalhes e também pela ausência de muitas explicações, o que obviamente nos abre para preenchê-las com quaisquer teorias bizarras que nos surgirem. Apesar disso, se tratam de acontecimentos do nosso mundinho material, com pessoas reais e terrores cotidianos.

Eis os fatos:

  • Domingo, dia 30, a família Carvalho é atendida no hospital, com suspeitas de envenenamento. No domingo mesmo, morrem o Sr e a Sra Carvalho. Na segunda-feira, morre a filha mais velha, de 17 anos. Somente a caçula, de 15, sobrevive. uma análise realizada pelo Centro de Controle de Intoxicações, encontra arsênico na urina da Sra Carvalho e das filhas. O Pai, um homeopata, tinha acesso a essa substância e a possuia disponível em casa.
  • No depoimento da caçula sobrevivente, ela afirma à polícia que nenhuma outra pessoa, além dos três familiares, esteve na casa entre sexta-feira e domingo. Também nega que ela e seus familiares tenham tido a intenção de cometer o envenenamento. A adolescente afirmou ainda que os familiares tomaram uma dose de um medicamento homeopático no sábado à tarde
  • Na sexta-feira e no sábado. a família consumiu um doce, preparado pela filha mais nova e servido pelo pai. A análise toxicológica do doce e mais conclusões sobre a análise das vícera, ficam prontas amanhã.
  • O médico era um homem de educação rígida e sistemática, segundo apurou a polícia, e chegava a proibir que as filhas usassem internet e celular e se maquiassem. A filha mais nova se referiu com certa revolta a esse fato durante os depoimemtos e alegou que costumava cuspir os medicamentos ofertados pelo pai, demonstrando desconfiança.
  • Outro fato interessante é que o Sr Carvalho impediu a mulher de procurar atendimento assim que a família começou a passar mal, na noite de sábado. A mulher do médico só ligou para um irmão dela por volta da 1h, para que uma ambulância fosse acionada. Eles foram internados às 2h de domingo.
  • O médico a trocou todas as fechaduras da casa nos últimos meses. A caçula também estranhou a atitude do pai de levar a família para fazer compras em um shopping no sábado, após o almoço.
(Fontes de dados - Cobertura da imprensa: 1 - 2 -3 - 4 - 5 - 6)


Teria o Sr Carvalho envenenado sua família ? Com que objetivo ? Faria ele parte de algum grupo ideológico ou religioso adepto do suicídio (ou homicídio) coletivo com fins transcedentais ? Teria ele apenas errado a dose da medicação, causando um envenenamento acidental ? Tudo não passa de uma armação da menina de 15 anos que, talvez influenciada por bandas de música pesada e leituras satanistas, matou toda sua família com um mousse de chocolate ?

Por enquanto a polícia tem o pai como principal suspeito, investiganto as possibilidades de um envenenamento proposital. Qual foi o motivo ? Pode existir alguma ligação com o fato de ele ter trocado todas as fechaduras da casa: talvez estivesse se sentindo perseguido. E perseguido por algo ou alguém tão poderoso que a única escapatória seria com a própria morte e a de sua família. Não sei. Apenas especulações, umas mais ou menos prováveis, mas nenhuma comprovada. Não se pode ter certeza de que teremos acesso a verdade nos próximos dias mas esse crime (?) promete revelar novos e bons mistérios.

Aguarde novas informações e teorias aqui, no Las Decaidras.

sábado, fevereiro 05, 2005

A Noite Em Que O Diabo Atravessou A Cidade

As Pegadas do Demônio – uma história verdadeira que jamais pôde ser explicada

Por volta da meia-noite do dia 8 de fevereiro de 1855, a nevada que cobrira o condado inglê de Devon cessou, e depois disso, entre as horas silenciosas precedendo a manhã, algo misterioso aconteceu, algo tão estranho e assustador que trouxe notoriedade àquela pacata região.

Ao amanhecer, descobriu-se que algo ou alguém havia atravessado as cidades de Topshm, Lympstone, Exmouth, Teignmouth e Dawlish, no sul de Devon, deixando marcas estranhíssimas na neve e que se estendiam por centenas de quilômetros, do rio Exe até Totnes no rio Dart. As pegadas tinham a forma de cascos, como se um animal houvesse caminhado em linha reta. Contudo, um exame cuidadoso das pegadas provou que não se tratava de um animal de quatro patas, mas de um bípede. A distância entre cada pegada era de 8,5 polegadas (21,6 cm), e em toda a região por onde a criatura havia passado, essa distância e tamanho das pegadas era consistente. Imagem: duas das pegadas retratadas por um naturalista da época

Mas isso não era tudo: a trilha de pegadas seguia sempre em frente e atravessando obstáculos impossíveis, como se nada em seu caminho houvesse sido uma barreira. Por exemplo, a trilha parecia parar bem em frente a um muro de 4 metros de altura e que não poderia ter sido escalado muito facilmente, e continuava do outro lado exatamente no mesmo ponto em que havia parado, como se houvesse atravessado o muro. À direita e à esquerda da trilha de pegadas, a neve estava completamente imaculada, ou seja, sem o menor traço de pegadas – e quem já viu neve sabe que é impossível apagar pegadas deixadas na neve, diferentemente de pegadas deixadas em areia. E isso não é tudo: a trilha de pegadas ia até as margens de um rio e continuava do outro lado, como se houvesse atravessado o rio sem problemas. A trilha também passava por cima de telhados.

Tentou-se em vão explicar o fenômeno. Padres e religiosos afirmavam que tratava-se do demônio, que havia passado pela cidade à procura de pecadores. Outras pessoas rejeitaram a idéia como fruto da superstição. Jornalistas escreveram sobre cangurus terem escapado de um zoológico particular de um Sr. Fische em Sidmouth, contudo as pegadas não se assemelhavam em nada a pegadas produzidas por cangurus. Um biologista apresentou uma teoria segundo a qual as pegadas teriam sido deixadas por texugos à procura de comida, e que talvez a estranha forma das pegadas fosse devida à neve ter derretido e se solidificado ao ser pisada. Porém esta explicação não era mais provável nem mais convincente do que todas as outras até então produzidas: que as pegadas eram de quatis, ratos, cisnes, lontras, ou a teoria de que talvez tivesse sido um balão que tivesse cruzado a cidade com uma corda pendurada do cesto ao chão e tocando o solo em intervalos regulares e deixando assim estranhas “pegadas”. Isso poderia explicar algumas pegadas, porém não todas elas.

As Pegadas do Diabo permanecem até hoje como um mistério intrigante que só poderá ser solucionado se o fenômeno voltar a se repetir nos dias de hoje e puder ser examinado com mais cuidado.

BIBLIOGRAFIA:

MYSTERIES OF THE UNEXPLAINED, New York, 1982
autores: Richard Marshall, Monte Davis, Valerie Moolman e Georg Zappler

Na enciclopédia online Wikipedia: The Devil's Footprints
http://en.wikipedia.org/wiki/The_Devil's_Footprints

The Devil's Footprints
http://www.mysteriousbritain.co.uk/fortean/devils_foot.html

Cryptozoology Reports from the Paranormal Database
http://www.paranormaldatabase.com/reports/cryptodata.php

Devil's Footprints
http://www.hellhorror.com/article10.html

Sobre Devon:
http://en.wikipedia.org/wiki/Devon

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Deleite para o legista

Na noite do sábado 17 de abril, um corpo de aparência incomum foi levado pela polícia ao necrotério da Avenida Ipiranga. Tinha duas protuberâncias esquisitas na testa. O médico-legista abriu o couro cabeludo, abaixou a pele até o nariz e se deparou com algo muito raro: dois chifres implantados na carne, feitos de teflon. Cada um era quase do tamanho de uma barra de chocolate Prestígio.

(...)

Seu corpo estava coberto por tatuagens aparentemente sem sentido. A mais dramática era uma face demoníaca no peito. Exibia cemitérios, dragões, flores, máscaras, frases completas – uma delas, em alemão, dizia “solidão para sempre”.

(...)

Por alguns meses fez parte da tribo urbana dos góticos, jovens que se vestem de negro, assumem um ar deprê e desprezam o resto da sociedade – mas se afastou deles porque o pessoal o considerava excessivamente... gótico.

Conheça a história de Felipe Klein...