Deleite para o legista
Na noite do sábado 17 de abril, um corpo de aparência incomum foi levado pela polícia ao necrotério da Avenida Ipiranga. Tinha duas protuberâncias esquisitas na testa. O médico-legista abriu o couro cabeludo, abaixou a pele até o nariz e se deparou com algo muito raro: dois chifres implantados na carne, feitos de teflon. Cada um era quase do tamanho de uma barra de chocolate Prestígio.
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Seu corpo estava coberto por tatuagens aparentemente sem sentido. A mais dramática era uma face demoníaca no peito. Exibia cemitérios, dragões, flores, máscaras, frases completas – uma delas, em alemão, dizia “solidão para sempre”.
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Por alguns meses fez parte da tribo urbana dos góticos, jovens que se vestem de negro, assumem um ar deprê e desprezam o resto da sociedade – mas se afastou deles porque o pessoal o considerava excessivamente... gótico.
Conheça a história de Felipe Klein...

2 Comments:
Também achei que a reportagem tem um tom moralista. Falam de piercings como se fosse algo do além, e o jornalista parece tão impressionado com os furos das orelhas dele, coisa tão comum entre alguns jovens. Também fiquei de cara com o porteiro que diz ter ficado surpreso qdo o rapaz falou do pai bêbado "ele só nos faz passar vergonha". Oras, como se um jovem tivesse que se desculpar por ser tatuado. Aquele visual era o estilo dele. Já o pai, caindo de bêbado, isso sim é de causar vergonha. Como que alguém pode comparar? No mais, achei a história interessante. Simpatizei com o rapaz. Eu também gosto mais de animais do que de pessoas.
É um pouco moralista, sim. Mas não é um jornal indie, afinal. É um jornal feito para o vovô e a vovó, titio e a titia.
De qualquer modo, voodooslut assume seu lado auntie slut e se mostra um pouco perturbado com a idéia de se implantar pedaços de panela na testa, numa ânsia por se diferenciar das massas.
As argolinhas, tudo bem. São boas de puxar.
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