sábado, fevereiro 05, 2005

A Noite Em Que O Diabo Atravessou A Cidade

As Pegadas do Demônio – uma história verdadeira que jamais pôde ser explicada

Por volta da meia-noite do dia 8 de fevereiro de 1855, a nevada que cobrira o condado inglê de Devon cessou, e depois disso, entre as horas silenciosas precedendo a manhã, algo misterioso aconteceu, algo tão estranho e assustador que trouxe notoriedade àquela pacata região.

Ao amanhecer, descobriu-se que algo ou alguém havia atravessado as cidades de Topshm, Lympstone, Exmouth, Teignmouth e Dawlish, no sul de Devon, deixando marcas estranhíssimas na neve e que se estendiam por centenas de quilômetros, do rio Exe até Totnes no rio Dart. As pegadas tinham a forma de cascos, como se um animal houvesse caminhado em linha reta. Contudo, um exame cuidadoso das pegadas provou que não se tratava de um animal de quatro patas, mas de um bípede. A distância entre cada pegada era de 8,5 polegadas (21,6 cm), e em toda a região por onde a criatura havia passado, essa distância e tamanho das pegadas era consistente. Imagem: duas das pegadas retratadas por um naturalista da época

Mas isso não era tudo: a trilha de pegadas seguia sempre em frente e atravessando obstáculos impossíveis, como se nada em seu caminho houvesse sido uma barreira. Por exemplo, a trilha parecia parar bem em frente a um muro de 4 metros de altura e que não poderia ter sido escalado muito facilmente, e continuava do outro lado exatamente no mesmo ponto em que havia parado, como se houvesse atravessado o muro. À direita e à esquerda da trilha de pegadas, a neve estava completamente imaculada, ou seja, sem o menor traço de pegadas – e quem já viu neve sabe que é impossível apagar pegadas deixadas na neve, diferentemente de pegadas deixadas em areia. E isso não é tudo: a trilha de pegadas ia até as margens de um rio e continuava do outro lado, como se houvesse atravessado o rio sem problemas. A trilha também passava por cima de telhados.

Tentou-se em vão explicar o fenômeno. Padres e religiosos afirmavam que tratava-se do demônio, que havia passado pela cidade à procura de pecadores. Outras pessoas rejeitaram a idéia como fruto da superstição. Jornalistas escreveram sobre cangurus terem escapado de um zoológico particular de um Sr. Fische em Sidmouth, contudo as pegadas não se assemelhavam em nada a pegadas produzidas por cangurus. Um biologista apresentou uma teoria segundo a qual as pegadas teriam sido deixadas por texugos à procura de comida, e que talvez a estranha forma das pegadas fosse devida à neve ter derretido e se solidificado ao ser pisada. Porém esta explicação não era mais provável nem mais convincente do que todas as outras até então produzidas: que as pegadas eram de quatis, ratos, cisnes, lontras, ou a teoria de que talvez tivesse sido um balão que tivesse cruzado a cidade com uma corda pendurada do cesto ao chão e tocando o solo em intervalos regulares e deixando assim estranhas “pegadas”. Isso poderia explicar algumas pegadas, porém não todas elas.

As Pegadas do Diabo permanecem até hoje como um mistério intrigante que só poderá ser solucionado se o fenômeno voltar a se repetir nos dias de hoje e puder ser examinado com mais cuidado.

BIBLIOGRAFIA:

MYSTERIES OF THE UNEXPLAINED, New York, 1982
autores: Richard Marshall, Monte Davis, Valerie Moolman e Georg Zappler

Na enciclopédia online Wikipedia: The Devil's Footprints
http://en.wikipedia.org/wiki/The_Devil's_Footprints

The Devil's Footprints
http://www.mysteriousbritain.co.uk/fortean/devils_foot.html

Cryptozoology Reports from the Paranormal Database
http://www.paranormaldatabase.com/reports/cryptodata.php

Devil's Footprints
http://www.hellhorror.com/article10.html

Sobre Devon:
http://en.wikipedia.org/wiki/Devon

1 Comments:

Blogger Andrea said...

Infelizmente não há mais informações do que isso, pelo menos não consegui encontrar. Mas como isso aconteceu em 1855, fica difícil saber de todos os detalhes. E as versões variam. geralmente dizem que as pegadas eram em linha reta, e em alguns lugares dizem que a "criatura" ou coisa teria caminhado em direção a casas e parado em frente a portas, mas isso pareceu já meio invenção, na certa depois que os padres começaram a dizer que era o diabo à procura de pecadores. A versão do balão com a corda pendurada parece bem plausível, porém só poderia ter deixado pegadas em locais abertos, e não sob árvores. Algo ou alguém deixou aquelas pegadas, mas quem, e como? Acho muito interessante.

sáb. fev. 05, 09:49:00 PM  

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